Fausto


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No ano das comemorações do nascimento de Johann W. Goethe foi dada à estampa uma nova tradução do "Fausto", da autoria de João Barrento, ensaísta e professor da Universidade Nova de Lisboa, numa belíssima edição, enriquecida com magníficos desenhos da pintora Ilda David'. "Fausto" é a grande obra de Goethe, súmula de uma vida, escrita e reescrita ao longo de vários anos, mesmo décadas. O mito de Fausto é bem conhecido e remonta a muito antes de Goethe. Nasceu mesmo de uma personagem histórica, que terá vivido entre o fim do séc XV e a primeira metade do séc. XVI, e que acabaria por tornar-se uma lenda, e mais tarde um dos mitos literários do Ocidente. A ambição fá-lo vender a alma ao diabo, em troca de mais sabedoria, poder e prazer na terra. É uma história com a moral determinada pelo luteranismo: não devemos deixar-nos levar pelo que parece ser fácil de conseguir e de nada vale ganhar o mundo em troca da nossa alma. Mas a história do Fausto de Goethe não é bem assim, e torna-se muito mais complexa. Sabemos logo no prólogo que Fausto não irá para o Inferno. Deus permite que o Diabo (Mefistófeles) conceda poderes a Fausto, acreditando que este os poderá usar de forma criativa. Mas Fausto também pode fazer coisas terríveis, como seduzir a jovem Gretchen, engravidá-la e abandoná-la... Num interessante artigo de John Armstrong, publicado na "Prospect" e traduzido na revista "Best Of" (Outubro de 99), do jornal "O Independente", sobre o que a leitura de Goethe tem para oferecer a um leitor moderno, aquele conclui, referindo-se ao "Fausto": «Seria uma loucura querer saber o significado de uma obra com esta complexidade, mas seria uma pena não tentar interpretá-la. A peça pode ser compreendida como uma tentativa de Goethe demonstrar como Fausto pode permanecer uma figura de esperança, apesar das peripécias de Gretchen. Goethe lida com a eterna questão do mal. Se acreditarmos que a existência é essencialmente benigna, como se conseguirá acomodar a existência do mal? O horrível comportamento para com Gretchen será o fardo eterno que terá de carregar, mas não o impede de aplicar os seus poderes de forma produtiva. Goethe está implicitamente a afirmar: Claro que coisas más acontecem, e nem sempre são no melhor sentido, mas nem o sofrimento, nem o desespero mostram que tudo é mau. Os humanos são seres complexos e resistentes e podemos sempre optar por outras coisas que valham a pena. Esta é a forma mais sã de optimismo.» Também João Barrento, em entrevista ao suplemento "Leituras", do jornal "Público" referia: « Há aspectos particulares, micronarrativas, que podem dar ao "Fausto" uma certa actualidade: uma perspectiva muito arguta das relações entre a arte e a ciência; uma certa resistência à teoria a favor de uma permanente valorização da empiria, do concreto, os fenómenos em detrimento do conceito abstracto; a expressão de um certo subjectivismo narcisista, que é muito de Goethe, de um certo hedonismo em que nós hoje nos revemos.»

de Johann Wolfgang Goethe

Edição/reimpressão: 1999

Páginas: 590

Editor: Relógio D` Água

ISBN: 9789727085552

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